"E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso, não há dúvida de que paguei demais por aquele tapete novo."
Woody Allen
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
À : minha parte boa
...é muito mais.
A definição seria essa: Minha parte boa.
O cumplice preferido é de todos os dez minutos e horas.
Reconheço-me injusta nessa relação de amor. Até investigo, na mania dos ciêntistas sociais, o que explica persistir a me querer bem?
Nao me falta, por um dia que seja, poesia. negritude. vento. musica. xeru. Num tem lacuna.
Já dizia o poeta: "Se todos fossem iguais a você. Que maravilha viver."
Gosto demais. Sou enjoada. Impliquenta. bipolar, até, será? Mas, eu sempre gosto de você.
Dá frio na barriga, dá vontade de ver, dá vontade de num ver mais, de contar tudo do dia que foi um desastre... você mais que ninguem conhece minhas confusões.
Um dos melhores pares na vida.
E sei que ainda tem muita vida pela nossa frente.
Entretanto, tenho as minhas saudades, estas vão sempre me levar à recordar tu... minha lembrança terá que me obedecer neste ponto.
Lembrando eu falando, falando, falando. E dos ombros, dos choros, dos acenos.
[...e envolvidos pelo clima de ano novo começo a sessão de agradecimentos do blog e dos que salvam-me das minhas confusões.]
A definição seria essa: Minha parte boa.
O cumplice preferido é de todos os dez minutos e horas.
Reconheço-me injusta nessa relação de amor. Até investigo, na mania dos ciêntistas sociais, o que explica persistir a me querer bem?
Nao me falta, por um dia que seja, poesia. negritude. vento. musica. xeru. Num tem lacuna.
Já dizia o poeta: "Se todos fossem iguais a você. Que maravilha viver."
Gosto demais. Sou enjoada. Impliquenta. bipolar, até, será? Mas, eu sempre gosto de você.
Dá frio na barriga, dá vontade de ver, dá vontade de num ver mais, de contar tudo do dia que foi um desastre... você mais que ninguem conhece minhas confusões.
Um dos melhores pares na vida.
E sei que ainda tem muita vida pela nossa frente.
Entretanto, tenho as minhas saudades, estas vão sempre me levar à recordar tu... minha lembrança terá que me obedecer neste ponto.
Lembrando eu falando, falando, falando. E dos ombros, dos choros, dos acenos.
[...e envolvidos pelo clima de ano novo começo a sessão de agradecimentos do blog e dos que salvam-me das minhas confusões.]
Desce ladeira. Sobe ladeira. A terra ardendo. Desce mais uma vez. E quem desce tem sempre que subi de novo. Esse um resumo da minha procissão por uma partezinha do sertão.
Era colorido muito. Alegrava o caminhar. Mas, quando você busca por uma hora e meia um lugar pra almoçar e não encontra, o mal-humor é o que lhe forra o estômago.
Passada por esta etapa e de buchim cheio. Voltamos a andarilhar. Afinal, há muita coisa para se ver. E colorido voltou, morto de lindo. E eu, lá. Nascida e criada na capital, toda faceira, querendo fazer parte do cenário. Coloquei até chapéu de couro. Amarrei fitinha no portão.
Mas, não se fazem mais interiores como antigamente, ninguém me deu um arrancho no pingo do mêi'dia. Sentei no batente e descancei um pouquim.
Cada pedacim de gente, de santo, de feira, de calor que eu via, eu lembrava do meu pai e do meu avô. Eles já tinham me levado neste lugar.
Meu avô já viu onça virar bode. Já deu arrancho a matador. Já colheu e deu pro santo agradecendo a chuva boa. Me ensinou a amarrar as alpragatas, à abrir a porteira, a sentar na calçada de tardezinha.
Me ensinou mais um magote de coisa que não lembro neste instante. Ah. me ensinou também a fazer verso. Não aprendi muito bem. Num tenho muito ritmo pro cordel. Acho que tem que virar música quando você vai falando e o meu é desafinado. num rima.
O seu verso preferido é um falatório das lembranças da Paraíba. canta as florzinhas do jardim da mãe dele. a saudade dos irmãos. a plantação. a vontade de voltar pro lado de lá dos Inhamuns. Meu pai, já tem menos graciosidadena cantoria. Mas, é um talento pra contar historias das secas de 50, de 60, de 70. Depois fala do verde dos óio se espalhando na plantação. E andava a cavalo. Montava touro bravo. comia fruta do pé. cuidava dos irmãos. mel de jandaíra. e ainda menino deitava na sombra do pé do juazeiro e tirava um cochilo.
Mas, nem só de coisa boa vive o sertão. Eu sei. Meu avô também me contou. Sei da terra guardada nos bolsos dos Dr.'s. Sei da judiação do sol e da terra seca. Mas, sei muito pouco.
Nesse sobe ladeira. desce ladeira. as historias contadas acompanharam-me como que uma trilha sonora.
" Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Hoje longe muitas léguas,
nessa triste solidão,
espero a chuva cair de novo,
pra eu voltar pro meu sertão." (Asa Branca)
Era colorido muito. Alegrava o caminhar. Mas, quando você busca por uma hora e meia um lugar pra almoçar e não encontra, o mal-humor é o que lhe forra o estômago.
Passada por esta etapa e de buchim cheio. Voltamos a andarilhar. Afinal, há muita coisa para se ver. E colorido voltou, morto de lindo. E eu, lá. Nascida e criada na capital, toda faceira, querendo fazer parte do cenário. Coloquei até chapéu de couro. Amarrei fitinha no portão.
Mas, não se fazem mais interiores como antigamente, ninguém me deu um arrancho no pingo do mêi'dia. Sentei no batente e descancei um pouquim.
Cada pedacim de gente, de santo, de feira, de calor que eu via, eu lembrava do meu pai e do meu avô. Eles já tinham me levado neste lugar.
Meu avô já viu onça virar bode. Já deu arrancho a matador. Já colheu e deu pro santo agradecendo a chuva boa. Me ensinou a amarrar as alpragatas, à abrir a porteira, a sentar na calçada de tardezinha.
Me ensinou mais um magote de coisa que não lembro neste instante. Ah. me ensinou também a fazer verso. Não aprendi muito bem. Num tenho muito ritmo pro cordel. Acho que tem que virar música quando você vai falando e o meu é desafinado. num rima.
O seu verso preferido é um falatório das lembranças da Paraíba. canta as florzinhas do jardim da mãe dele. a saudade dos irmãos. a plantação. a vontade de voltar pro lado de lá dos Inhamuns. Meu pai, já tem menos graciosidadena cantoria. Mas, é um talento pra contar historias das secas de 50, de 60, de 70. Depois fala do verde dos óio se espalhando na plantação. E andava a cavalo. Montava touro bravo. comia fruta do pé. cuidava dos irmãos. mel de jandaíra. e ainda menino deitava na sombra do pé do juazeiro e tirava um cochilo.
Mas, nem só de coisa boa vive o sertão. Eu sei. Meu avô também me contou. Sei da terra guardada nos bolsos dos Dr.'s. Sei da judiação do sol e da terra seca. Mas, sei muito pouco.
Nesse sobe ladeira. desce ladeira. as historias contadas acompanharam-me como que uma trilha sonora.
" Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Hoje longe muitas léguas,
nessa triste solidão,
espero a chuva cair de novo,
pra eu voltar pro meu sertão." (Asa Branca)
sábado, 13 de dezembro de 2008
Retrôs.pectiva
Me dirigi à este lugar para falar do ocorrido este ano. foi corrido demais. Apontando uma palavra seria variação. Tudo variou. Dediquei-me à um processo de pensar mais. Hoje eu fico calada. às vezes. Não consegui falar mais baixo, mas consegui um falar um pouco mais calmo. Fiz amigos. Senti saudades. Me apaixonei por varias pessoas, cada uma por cinco minutos. não consegui abstrair da condição do fantastico mundo. minha imaginação ainda me conduz à angustias e alegrias não reais. Reforcei minha teoria que tenho super poderes. só pode. tem outra explicação não. menos insegura, o que não quer dizer diretamente segurança. Mais alguns quilos. Uma afilhada. E a monografia não saiu. Mas, me saí bem no trabalho. viajei.
ah. eu chorei demais esse ano. entretanto, não considero isso um indicador necessariamente ruim. aproveitei bem esses choros. me levaram a boas idéias, que alterarão o curso dos anos vindouros. para melhor.
ah. pintei as unhas de vermelho. adorei bolsas grandes.
Sim. eu nao consigo usar sapatos. nem saltos. mesmo estando na moda. essa é uma das desistências do ano. Desisti também de perseguir a harmonia. Isso é conversa fiada. o que não falta é confusão nesse mundo.
Acho que agora entro em acordo com Simmel que concedeu ao conflito uma autêntica função social, sendo inerente as relações.
Mas, acredito na sabedoria da cultura popular também que diz: quando um nao quer dois nao brigam. Então, nao brigo mais. não me explico mais.
Quê mais? Gastei dinheiro. E para quem nao acreditava que eu pudesse: Rá! eu juntei dinheiro. [hehehe] Aumentei a coleção de cartões postais. minha câmera quebrou. mudança no quarto. aprendi a meditar pra dormir. escutei musica demais. inclusive muita musica diferente do que se ouvia antes. desapeguei. li. li. li. bastante. todos os estilos. escrevi pouco. Pratiquei a empatia. danceiiiii!!! Eu dancei esse ano!!! Isso sim foi um avanço, viu? Adorei viajar sozinha. assistir filme sozinha. dormir sozinha. respirar sozinha. menos ansiedade. mais vontade de deixar ver onde as coisas vão parar. mais medo. mais facilidade de lidar com a coragem. joguei futsal. usei oculos para os dias inlectuais. tendinite. manhãs apressadas. tardes cheias. noites ocupadas. sempre se tinha algo à fazer de bom ou de obrigação. pensando agora... os dias foram rápidos. e ano ligeiro.
ah. eu chorei demais esse ano. entretanto, não considero isso um indicador necessariamente ruim. aproveitei bem esses choros. me levaram a boas idéias, que alterarão o curso dos anos vindouros. para melhor.
ah. pintei as unhas de vermelho. adorei bolsas grandes.
Sim. eu nao consigo usar sapatos. nem saltos. mesmo estando na moda. essa é uma das desistências do ano. Desisti também de perseguir a harmonia. Isso é conversa fiada. o que não falta é confusão nesse mundo.
Acho que agora entro em acordo com Simmel que concedeu ao conflito uma autêntica função social, sendo inerente as relações.
Mas, acredito na sabedoria da cultura popular também que diz: quando um nao quer dois nao brigam. Então, nao brigo mais. não me explico mais.
Quê mais? Gastei dinheiro. E para quem nao acreditava que eu pudesse: Rá! eu juntei dinheiro. [hehehe] Aumentei a coleção de cartões postais. minha câmera quebrou. mudança no quarto. aprendi a meditar pra dormir. escutei musica demais. inclusive muita musica diferente do que se ouvia antes. desapeguei. li. li. li. bastante. todos os estilos. escrevi pouco. Pratiquei a empatia. danceiiiii!!! Eu dancei esse ano!!! Isso sim foi um avanço, viu? Adorei viajar sozinha. assistir filme sozinha. dormir sozinha. respirar sozinha. menos ansiedade. mais vontade de deixar ver onde as coisas vão parar. mais medo. mais facilidade de lidar com a coragem. joguei futsal. usei oculos para os dias inlectuais. tendinite. manhãs apressadas. tardes cheias. noites ocupadas. sempre se tinha algo à fazer de bom ou de obrigação. pensando agora... os dias foram rápidos. e ano ligeiro.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Vento
"Estou vivo mas não tenho corpo
Por isso é que não tenho forma
Peso eu também não tenho,
Não tenho cor.
Quando sou fraco, me chamo brisa
E se assuvio, isso é comum.
Quando sou forte, me chamo vento
Quando sou cheiro, me chamo pum."
[sendo vento eu também]
Por isso é que não tenho forma
Peso eu também não tenho,
Não tenho cor.
Quando sou fraco, me chamo brisa
E se assuvio, isso é comum.
Quando sou forte, me chamo vento
Quando sou cheiro, me chamo pum."
[sendo vento eu também]
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O Raio X não apontou nenhum problema osseo. Mas, o laudo médido foi direto: tendinite no pé direiro. e no pé esquerdo.
Aquele risquinho doído que eu via no pé quando lembrava o ponta do balé, o Mawashi Geri e quando calçava a sandalia branca o Dr. esclareceu que é meu tendão inflamado, distendito... algo assim. as duas coisas ao mesmo tempo. talvez. quem sabe?
Dr.'s não são muito claros nos seus palavriados. Mas, entendi. ao que tudo indica piorou com as poucas partidas do campeonato de futsal.
Ainda não representa um grande problema, nem dei muita importancia. Umas sessões de fisioterapia, massagens nos pés. e passará essa crise. uffa.
Daí lembrei que possivelmente terei 70 anos um dia. e aí terei um grande problema singular. além dos já divididos com os demais. a exemplo do derretimento dos polós. dos ventos assustadores. do calor com chuva ácida. terei a só minha tendinite no pé direito. e no pé esquerdo.
Lembrei neste momento de uma frase lida em um fanzine há algum tempo. talvez ele ainda esteja nos meus guardados. Nesse exemplar, podiamos ler na capa uma observação muito concistente de uma menininha de 4 anos.
Amar é: quando meu avô pinta as unhas dos pés da minha avó por ela ter artrite. mesmo ele também tendo artrite.
Agora eu realmente estou convencida que preciso achar alguém que pinte minhas unhas do pé. meta para os próximos 50 anos.
Alguém se habilita?
[hunf!]
Aquele risquinho doído que eu via no pé quando lembrava o ponta do balé, o Mawashi Geri e quando calçava a sandalia branca o Dr. esclareceu que é meu tendão inflamado, distendito... algo assim. as duas coisas ao mesmo tempo. talvez. quem sabe?
Dr.'s não são muito claros nos seus palavriados. Mas, entendi. ao que tudo indica piorou com as poucas partidas do campeonato de futsal.
Ainda não representa um grande problema, nem dei muita importancia. Umas sessões de fisioterapia, massagens nos pés. e passará essa crise. uffa.
Daí lembrei que possivelmente terei 70 anos um dia. e aí terei um grande problema singular. além dos já divididos com os demais. a exemplo do derretimento dos polós. dos ventos assustadores. do calor com chuva ácida. terei a só minha tendinite no pé direito. e no pé esquerdo.
Lembrei neste momento de uma frase lida em um fanzine há algum tempo. talvez ele ainda esteja nos meus guardados. Nesse exemplar, podiamos ler na capa uma observação muito concistente de uma menininha de 4 anos.
Amar é: quando meu avô pinta as unhas dos pés da minha avó por ela ter artrite. mesmo ele também tendo artrite.
Agora eu realmente estou convencida que preciso achar alguém que pinte minhas unhas do pé. meta para os próximos 50 anos.
Alguém se habilita?
[hunf!]
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